Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

Ela.

Ela tentou resistir. Negar. Fugir do terrivel sentimento que a perseguia. Tentou lutar. Deitar abaixo as incertezas que tinha. Não conseguiu. Perdeu. Jurava não voltar mais a cair nos braços dele. Mas caía sempre. Lutou contra ela própria. Contra o seu coração. Contra os seus sentimentos. Caiu sozinha. Desamparada. Numa estrada deserta. Nas pedras que a compunham. Magoou-se. Sangrou. Chorou. Limpou as lágrimas. Levantou-se e continuou a lutar. Não sabia que lutar contra o seu coração era inútil. Ele iria ganhar sempre. Tinha medo. Muito medo. Medo de se apaixonar. Por ele. Medo de não conseguir viver sem o seu abraço. Sem o seu beijo. Sem o seu toque no corpo dela. Sem ouvir a sua voz. Medo de não sentir o corpo dele contra o dela. Tinha medo. De sentir as borboletas a voarem no seu estomago. De não ser a única. Medo da dor. Medo que a saudade fosse forte. E ela era tão fraca. Bastava-lhe um murmúrio. E ela ia. Caminhava para o inimigo. Faziam as pazes. Por momentos ela esquecia que era contra ele que lutava. Deixava-se levar. Ficavam tão perto que sentiam a vida um do outro. Sentiam o calor. Sentiam que nada nem ninguém iria acabar com aqueles momentos. Eram horas. Que ela não sabia precisar. Mas que a levavam a outra dimensão. E então o medo desaparecia. Culpa dele. Culpa da paixão. Que ela tentava apagar. Mas que se tornava cada vez mais nítida. Era nesses momentos que ela realmente era feliz. Ali. Ao lado dele. Com os braços dele a protegerem-na. E o sorriso dele que apenas lhe pertencia a ela. 


Ao som de : Loucos de Lisboa - Ala dos Namorados
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1 comentário:
De Phoebe a 14 de Novembro de 2010 às 14:40
WOW. Adorei!!! *-*
Está lindo, Sara!

Comenta lá meu amor :)